Ana Pais Oliveira | Pintura Fora de Si (ou algumas soluções de habitação)

8 Abril, 2015

No âmbito da sua programação para 2015, o Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso (MMASC) recebe, entre 18 de abril e 7 de junho, uma exposição da artista plástica Ana Pais Oliveira, designada “Pintura fora de si (ou algumas soluções de habitação)”.

Nesta exposição – escreve a artista –, todos os trabalhos arrumam em si mesmos as especificidades da pintura, ou são contaminados por um ser pintura, independentemente dos caminhos que tomam para dar forma a uma ideia. Entre os volumes de pintura que se afastam timidamente da parede, as peças tridimensionais que também não arriscam sair da parede e um único volume tridimensional que ganhou coragem e saltou para o chão, estamos sempre, primordialmente, mediante pintura. Claro que a pintura chama, para si, coisas que gosta de ver na escultura ou na arquitetura, como se por momentos as invejasse, embora logo de seguida se lembre que estar fora de si é um estado de enorme ansiedade e desconstrução identitária, que mais vale regressar a si mesma e comportar-se com honestidade. Aí, a pintura fica consciente de si, voltada para os seus próprios meios, processos e questões. Pode parecer não estar bem onde está, pode viajar e procurar pontos de fuga inesperados, mas regressa sempre a si mesma.

Da pintura de Ana Pais Oliveira, diz Rocha de Sousa: “Cada gesto com tinta sobre a tela, feito de acaso, não é um erro nem uma certeza, é mais uma decisão, é sobretudo uma decisão. Essa ocasionalidade resulta do modo de formar que o pintor assume. A pintura que Ana Pais Oliveira pratica, plano a plano, entre tintas lisas, linhas concretamente orientadas no espaço, oblíquas sugerindo a tridimensionalidade, tudo isso apronta dimensão a lugares precisos, menores, dobrados, além da sugestão das redes metálicas, a par dos contactos direcionais e da ideia construtivista das somas gerais de cada obra. Esta pintura, fingindo um projeto em vias de produção da forma, lembra também a fragilidade lírica e cénica do arranjo ilusório”.

Com apenas 33 anos, Ana Pais Oliveira tem já um vasto currículo, com inúmeras exposições, quer individuais quer coletivas, tendo-lhe sido atribuído, em 2013, o prémio Grupo de Amigos do Museu, no âmbito da 9ª edição do Prémio Amadeo de Souza-Cardoso.

 

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por thesign

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