Grand Palais vai expor Amadeo de Souza-Cardoso

11 Fevereiro, 2015

No âmbito do programa dos 50 anos da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris, o Grand Palais, vai acolher, entre os dias 30 de Março e 11 de Julho de 2016, a maior exposição de Amadeo de Souza-Cardoso em França, uma espécie de regresso a uma cidade que conferiu um cunho e uma influência únicas na vida e no trajecto artístico de Amadeo, nos anos de 1906 a 1914, no dealbar da Modernidade que tanto acalentou.

Com a sua morte lançou-se um longo silêncio sobre a interpretação da sua obra, silêncio esse que se confunde e cruza com o silêncio de Portugal que, durante décadas, não permitiu e a quem não

 

interessou a inserção de Amadeo nos circuitos da historiografia artística internacional, apesar da sua pintura ter de modo sustentado e particularmente nos últimos anos, atingido um nível de topo internacional para a época, iniciando, tardiamente, o roadshow da sua divulgação/afirmação; um justo tributo.

Este momento, para além de um justo tributo àquela figura de proa das artes plásticas portuguesas e de um momento da sua afirmação, como "...a primeira descoberta do Portugal na Europa do século XX", nas palavras de Almada Negreiros, constitui um momento de encontro entre as culturas de ambos os países, num cenário singular e que contará com trabalhos da colecção do Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso.

Para João Caraça da Fundação Calouste Gulbenkian, esta exposição pretende dar "a descobrir" aos franceses o artista que já tinha sido considerado "o segredo mais bem escondido da cultura portuguesa."

 

Biografia

1887-1918

Nascido em Amarante, frequentou o curso de Arquitetura da Escola de Belas-Artes de Lisboa, não o tendo chegado a concluir.

Parte para Paris em 1906, cidade onde vai manter-se até 1914, altura em que regressa a Portugal, em parte devido à eclosão da I Grande Guerra. Refugiado em Amarante convive com outros artistas entretanto instalados em Portugal: Sonia e Robert Delaunay. Virá a morrer precocemente, em Espinho, vitimado pela pneumónica.

Amadeo é o grande artista do modernismo português e provavelmente do século XX tendo realizado, num curto espaço de tempo, uma obra vasta que se mostrou permeável às principais correntes da pintura do seu tempo nisto se evidenciando em relação aos colegas de geração revelando-se como um pioneiro no panorama nacional e tardiamente descoberto pelos artistas portugueses. O elogio contemporâneo veio de Almada Negreiros.

A sua carreira começou pelo desenho virtuoso e estilizado de álbuns de ilustrações e por caricaturas, após o que se vai consagrar à pintura. A experimentação ávida é uma constante de todo o seu trajeto pictórico, levando-o de tentativas pontilhistas ao orfismo, que surge do relacionamento com os Delaunay, passando por uma fatura de conotação expressionista. O cubismo atrai-o progressivamente, facetando formas e entrecruzando planos, geometrizando os elementos naturais, pesquisando o espaço. Já em Amarante serão aspetos culturais, tradicionais e populares que servirão de mote às composições. Estas adquirem uma fatura abstrata, para numa última fase proporem colagens, materiais não nobres como espelhos, ganchos de cabelo, areias, etc. Refazendo completamente os procedimentos pictóricos, assim assimilados à corrente dadaísta. Todos os movimentos dos anos 10 do século XX encontram-se na obra de Amadeo, fazendo dela o limite máximo que a pintura portuguesa atingiu, em termos das referências internacionais de então.

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por thesign

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