António Cardoso | Em Paralelo - Arte, Memórias, Referências e Contextos

26 Maio, 2014

O Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso inaugurou no passado dia 24 de maio - sábado - pelas 16:00h a Exposição Temporária de António Cardoso " Em Paralelo - Arte, Memórias, Referências e Contextos.

A cerimónia, que teve uma enorme adesão por parte do público, surge de uma iniciativa de antigos alunos de António Cardoso, nomeadamente Laura Castro que referiu que “a ideia da exposição pretende ser um tributo à arte de António Cardoso. Era importante tornar as suas obras públicas. Além do professor tínhamos de conhecer o artista”.

José Luís Gaspar, congratulou-se com esta exposição, considerando “ser um justo reconhecimento ao homem que acompanhou o processo de formação do Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso e que o dirige, de uma forma distinta, há mais de vinte anos”.

Para António Cardoso esta é uma exposição multifacetada, uma vez que, para além da pintura, estão também expostos alguns objetos pessoais que marcaram a sua vida, designadamente catálogos, fotografias, explicando, por isso, o seu sentido ao público presente.

A mostra estará patente na Sala de Exposições Temporárias até ao dia 31 de agosto de 2014.

 

Veja aqui algumas imagens da Exposição

 

António Cardoso Pinheiro de Carvalho nasceu em Amarante em 1932.

Concluiu o Curso do Magistério Primário em 1951. A sua formação artística iniciou-se com a frequência da Academia Alvarez (anos 50) e da Escola Superior de Belas Artes do Porto (1965-1966).

A sua ligação a Amarante e ao Museu Amadeo de Souza Cardoso determina o convívio, nos anos 50, com Albano e Victor Sardoeira. Foi através dele que se realizaram em Amarante exposições de Arte Moderna, organizadas pela Galeria Alvarez e que se realizaram no Porto exposições de Amadeo de Souza Cardoso, num intercâmbio cultural que se prolongaria tempo fora.

Os anos 50 foram também os anos do conhecimento da Europa em viagens de motorizada, com amigos ou sozinho, e de produção de muitas aguarelas e desenhos.
Nos anos 60 integrou o Instituto de Meios Audiovisuais e o Instituto de Tecnologia Educativa, apresentando programas de Televisão Escolar entre 1963 e 1965.
Entre este ano e 1974, foi realizador da Televisão Educativa e da Telescola/ITE, tendo, nesta qualidade, participado no V Seminário Internacional da União Europeia da Radiodifusão, em Basileia (1967). Foi director do Curso do CPTV / ITE (1977-1981) e coordenou diversas acções de formação de Professores do Ensino Básico e Secundário, e de Professores do CPTV, difundidas pela RTP do Instituto de Tecnologia Educativa. Integrou, ainda, a Comissão do Ministério da Educação para a renovação do Sistema de Avaliação de Alunos do Ensino Básico e Secundário.
Paralelamente, frequentava a Faculdade de Letras da Universidade do Porto onde se licenciou em História, em 1974, e se doutorou em História da Arte com uma tese que viria a ser editada com o título O Arquitecto José Marques da Silva e a arquitectura no Norte do país na primeira metade do século XX (Faup Publicações, 1997). O trabalho desenvolvido para a tese de doutoramento conduziu à doação do legado de Marques da Silva à Universidade do Porto, que viria a dar origem ao Instituto Arquitecto José Marques da Silva, em 1994. Viria a publicar, sobre arquitectura: Estação de S. Bento. Marques da Silva (Fundação Instituto Arquitecto José Marques da Silva, 2007), O Palácio da Bolsa (Associação Comercial do Porto, 1994) e Évolution de l’architecture à Porto au long du XIX siècle, in Le XIX siècle au Portugal (Fundação Calouste Gulbenkian, 1988); O Teatro Nacional de S. João, in Teatro Nacional de S. João: Um Renascimento (Porto, 1993).
A partir de 1981 integrou o quadro de docentes do Curso de História, variante de Arte, da Faculdade de Letras, tendo leccionado, entre outras, as cadeiras de Sociologia da Arte e História da Arte do século XX. Leccionou ainda no Mestrado de História de Arte do Departamento de Ciências e Técnicas do Património, nos Seminários de Verão orientou teses de mestrado e de doutoramento e coordenou diversas visitas guiadas e exposições.
Em 1982, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, visitava a Bienal de Veneza e a Documenta 7, de Kassel.
Representou a Faculdade de Letras da Universidade do Porto na Comissão do Património da Câmara Municipal do Porto, entre 1996 e 2001.
O seu interesse pelo património artístico e arquitectónico também tinham já determinado que ocupasse o lugar de delegado da Junta Nacional da Educação, em Amarante, tendo estado ligado à classificação do património arquitectónico daquela localidade. Sobre Amarante publicou, nomeadamente: S. Gonçalo de Amarante. Amarante (1978) e A Igreja Românica de Gondar (1979), ambos editados pela Câmara Municipal.
É investigador na área da história da arquitectura e da pintura, tendo publicado numerosos textos e ensaios em catálogos de exposições. Foi responsável científico de importantes exposições na cidade do Porto: Marques da Silva/Arquitecto 1896/1947 (Casa do Infante, 1986); Casa de Serralves, retrato de uma época (Casa de Serralves 1988); e Aguarelas de Marques da Silva (Instituto Marques da Silva, 2001).
Tem divulgado particularmente a obra de Amadeo de Souza Cardoso, em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente através dos catálogos: Amadeo de Souza-Cardoso e o primeiro modernismo português (Fundação Juan March, 1998).
Uma parte da sua obra de crítica de arte encontra-se reunida no livro: Sínteses = Arte + António Cardoso (Edições Gémeo, 2004).
Foi Director do Museu Amadeo de Souza Cardoso, em Amarante, desde os anos 90 e 2013, tendo sido responsável pelo catálogo da colecção do museu, editado em 1997.
Realizou exposições individuais na Galeria Divulgação, em 1967, no Porto, e no Museu Amadeo de Souza Cardoso, em 1979, em Amarante.
Participou em numerosas exposições colectivas, nomeadamente, nas seguintes: Exposições anuais e itinerantes da Academia Alvarez (1955-1962); Salões dos Novíssimos (1958-1964); Salões de Arte Moderna da SNBA (1958-61); II Exposição de Artes Plásticas da FCG (1961); Claro / Escuro, SNBA (1964); XV Exposição Magna da ESBAP (1966); Exposições do Cinquentenário da morte de Amadeo de Souza Cardoso (1969); Levantamento da Arte do Século XX no Porto, MNSR e FCG (1975); [+] de 20 grupos e episódios do Porto do séc. XX, Galeria do Palácio (2001); 50 Anos Depois, Galeria Alvarez (2004) e Amarante em Wiesloch, Alemanha (2004).
Recebeu o Prémio dos Críticos de Arte para a Representação Portuguesa na I Bienal de Paris, de 1959.
A sua actividade profissional é vasta e invulgar, uma vez que se reparte pelas áreas do ensino, da investigação histórica e da prática artística. Embora o seu empenho na área das humanidades possa ter ofuscado a sua actividade artística, António Cardoso nunca deixou de desenhar e de pintar, sendo certo que esta prática continuada que manteve foi, a partir de certa altura, menos divulgada do que o seu trabalho de professor universitário. Uma edição da Universidade do Porto celebrou a sua dimensão artística através do livro: 20 Desenhos de António Cardoso (Editora da Universidade do Porto, 2006).
Professor, museólogo, conferencista e crítico de arte, António Cardoso foi membro da APOM (Associação Portuguesa de Museologia), da ARPPA (Associação Regional do Património Cultural e Natural) e é membro da Associação Internacional dos Críticos de Arte (Secção Portuguesa).

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